segunda-feira, 25 de julho de 2011

Toque mágico

(...)
Sente-se um silêncio.
Inspiro quatro litros de ar.
Soletro teu nome
de trás para a frente.
Sinto o teu perfume,
único,
todo teu,
tal como teu nome.
Teus cabelos,
molhados,
secos,
esticados
ou encaracolados.
Esse teu sorriso
causa perplexidade,
inquietude,
tanta saudade.
O olhar,
aquele o teu,
quando me olhas
de forma firme,
altiva
e penetrante.
O toque,
as palavras.
aquela atitude.
Aqueles devaneios.
O abraço,
o beijo,
o sentido
de tanto
ou nada.
A vida
tem um sentido único,
o teu,
aquele para onde vais.
Se me encontrares!!
leva-me contigo,
A vida é perpendicularmente
paralela,
ou nada se toca,
ou tudo se encontra.
Sorri,
vive,
ama,
mas acima de tudo..
Sê tu mesma.

By: Ricardo Farinha

in: 25-07-2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Esse teu jeito...

...de menina altiva,
simples
e orgulhosa.
Desse teu metro e tal
olhas o mundo.
Pintas a vida
de todas as cores
e a um leve
toque de pincel.
Embelezas o espaço
circundante.
Alimentas
com o teu olhar,
matas a sede
com o teu sorriso.
Por mais distante,
por mais perto
que estejas,
estás sempre presente.
Com as tuas virtudes,
todos se sentem bem,
com os defeitos,
poucos os sabem amar.
De forma livre,
simples
e bela
sobrevives às vicissitudes
da vida.
Um olhar,
um sorriso,
uma certeza
quase certa,
Certamente
serão apenas...
palavras,
gestos
e atitudes
que te levam a ser quem és.
Sorri muito,
vive sempre...
Intensamente,
desse teu jeito.

By: Ricardo Farinha
in: 14-07-2011

sábado, 9 de julho de 2011

Sincronismo assincrono

A liberdade,
o orgulho
aquela serenidade.
A vontade,
o querer.
Sentir
de forma sentida.
Aquele olhar,
o horizonte,
o mar infinito.
O teu sorriso,
o meu bem estar.
A felicidade,
aquela paixão
como arma...
a tentação.
A sensatez,
o perigo,
a intenção
de te fazer Feliz.
A atitude,
o sentido da vida.
O amor,
a ideia,
o perfume daquela flor.
O Sentimento,
a ternura
e a sensibilidade.
O senso,
a sincronização
entre a mente
e o coração.

By: Ricardo Farinha

In: 09-07-2011

domingo, 22 de maio de 2011

Um dia...

Um dia pensei

que nada sabia

e hoje vivo um presente

baseado num passado.

Sinto falta de um toque,

de uma troca de olhares,

de uma respiração.

Da noite

em que se fez luz,

do dia em que te vi.

Não sei se sonhaste,

talvez sim,

talvez imaginaste o dia.

Aquele dia em que diria

" gosto de ti".

Sente-se a falta,

o momento,

aquela atitude imatura,

daquele sorriso que perdura,

agora só no pensamento.

Os olhares penetrantes

como se devorassem

um Livro de Cervantes.

Sabes que é verdade,

eu não minto

e que por vezes

não mostro

o que sinto.

Um sorriso teu

que me faz parar,

sorrir

e pensar

o quanto quis

dizer " gosto de ti".

Aquelas horas

passadas a imaginar

momentos,

passa-los da teórica

à pratica.

Um dia,

ainda vou dizer

o que senti,

mas agora fico parado,

sinto o peito,

o coração inflamado.

Um dia...

um dia...

talvez um dia

saibas...

que " gosto de ti".



by: Ricardo Farinha

In: 22-05-2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Memórias

Abre os braços,

recebe-me

como das outras noites.

Aquelas em que estavas frágil,

desinibida,

sóbria

e livre.

Esses teus braços,

firmes

e perigosos

que me apertavam

de forma intensa.

A respiração

tornava-se ofegante,

o desejo aumentava.

O prazer

de apertar mais um pouco

e o desejo de não largar mais.

Os olhares que se cruzaram,

os sorrisos infindáveis

e aqueles toques tímidos

em que permanecerão

para sempre entranhados

na minha pele

pedaços de ti.





By: Ricardo Farinha

In: 04-05-2011

sábado, 30 de abril de 2011

Of-line status

Num estado criticamente critico.. e com aquela vontade não fazer puto, nada. Dormir e acordar sóbrio de cansaço, mas bêbedo de lutar e vencer :) cheio de nada, vazio de muito. Os olhos que teimam em abrir, o coração que teima em se fechar. Horizontes distantes entre duas margens. Da outra margem vejo o sol brilhar, na minha só sinto o trovejar. Jogos de luz Faiscantes que criam sombras fantasmagóricas com as quais me delicio. Na penumbra vejo o teu rosto, dissipado pela luz que vai e vem. O coração cai, o chão estremece...Num sobressalto levanto e noto que tudo não passou de um sonho, tão real e tão carnal... Sonhar é amar.....

Sonhem muito.





By: Ricardo Farinha

In: 29-04-2011



um pequeno momento de inspiração em prosa..poucos viram a minha pessoa escrever assim :)

sábado, 9 de abril de 2011

Rumo

Saio à rua,

caminho em direcção a ti.

Ultrapasso a esquina

e foco-me no caminho.

Naqueles trilhos sinuosos

rumo até ti

com a intenção

de te roubar

um abraço,

um sorriso,

algum conforto.

Por vezes

tenho uma vida

sem rumo.

É como um barco

sem remos

no meio do vasto oceano.

Onde me perco,

onde ganho ânsia de alcançar

a terra,

como também quero

agarrar teu corpo.

Esses teus olhos,

que vêem

este mundo

de uma maneira mais bela.

Esse te sorriso

que me contempla

e contagia

todo o meu corpo

e me deixa numa completa nostalgia.

Corro até ti,

com medo de tropeçar

e não me conseguir levantar.

Ficar no fundo,

e não te poder ver mais.

A vida perderia

o rumo,

perdia-se também

a vontade viver.

Sem ti,

vida

já não é vida,

é apenas um puzzle

onde se encaixam as peças..

Se vida for um caminho...

então...

Rumarei até ti.



By: Ricardo Farinha



In: 09-04-2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sentir...

Hoje sinto uma fraqueza,

não é dor,

nem incerteza.

Sinto falta do teu Eu,

desse teu EU,

junto ao meu.

Queria sentir esse teu olhar

orgásmico.

Esse teu toque

leve e breve

que me percorre

cada milímetro de pele.

Essa tua língua,

húmida

e sedenta da minha.

Sinto falta

de percorrer

com as ponta dos dedos,

esses teus vales e colinas

com curvas perigosas.

Sentir o desejo,

um acordar,

e aquele toque

intenso.

Aquele abraçar..

aquele beijo

com sabor a sal,

dessas tuas lágrimas

de felicidade.

Sinto falta..

de tudo o que já foi...

pior é sentir falta do que está para vir.



By: Ricardo Farinha



In: 07-04-2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Preso

Hoje...

as palavras

que são meras palavras,

as que aqui escrevo,

são apenas aquelas

que encontrei de forma simples,

rápida

e que expressam o que sinto.

o que muitos sentem

e se revoltam

de forma revoltosa.

Neste mundo

sem fundo

e em queda livre,

onde nada o ampara.

Nem nós,

nem eles.

Olho o mundo de forma perplexa

e cruel.

As batalhas,

as guerras

sem fundo

neste mundo

imundo

e sem fomentação.

E tu que lutas

pelos objectivos...

Sentes-te feliz??

É isso que queres?

Tu que vês

o solo a fugir

debaixo de teus pés.

De formalidade,

eles,

os bandidos,

aqueles,

os senhores,

sim esses,

os que se julgam senhores,

do mundo,

da economia.

Aqueles que fomentam a sua vida,

enriquecem,

pisam.

Aqueles que um dia,

quem sabe,

o poder, a riqueza,

não lhe traga uma vida cheia,

mas sim vazia.

Temos de gritar

REVOLTA,

e não menosprezar

as nossas aptidões,

lutar,

para vencer

e mudar

este mundo imundo

que vai e não volta.



By: Ricardo Farinha

In: 05-04-2011



este pequeno "grande" texto foi de uma inspiração inspirada nesta música dos " TRINTÕES" Xutos&Pontapés


A ti..a nós...

A ti,

que me transcendes,

iluminas cada passo que dou.

A ti mesmo,

que me vulgarizas

e repreendes.

A mim que te compreendo

e não te censuro.

A ti que me odeias

e fazes com que eu seja indiferente.

A mim

que te perdoo.

Tu que me criticas

e me rebaixas.

Eu que aceito a critica

e reformulo a Questão

para não errar.

A ti que erras

e não aceitas

um NÃO como respostas.

Tu que te incapacitas de amar,

que me destróis

e me fazes levar

as estribeiras,

mas sobretudo a mim,

que te dou o valor merecido,

não te repugno.

eu que te olhos nos olhos,

sorrio

e te abraço com firmeza.

A ti,

a mim,

sobretudo a nós

que vivemos uma comédia emocional

de delírios infindáveis.





BY: Ricardo Farinha



In: 05-04-2011

Amor

Aquele sentimento,

que nos faz viver,

numa certeza incerta.

Aquele que magoa,

vicia,

que nos faz vacilar.

que nos deixa presentes,

de forma ausente.

Pode começar num beijo,

num toque

e terminar numa cama.

Aquele sentimento voraz,

que nos torna diferentes,

duvidosos,

persistentes.

Amor,

é aquele que nos faz duvidar

das nossas certezas.

Amor,

e o teu,

o meu,

o dos outros.

Amor é amar,

apoiar.

Amor,

é apenas,

Amor.



By: Ricardo Farinha

in: 05-04-2011

Preso

Sinto-me assim

preso a esta vida,

a esta à minha.

Quero sentir-me

recluso do teu corpo,

agarrar-me,

prender-me.

Sentir as palpitações,

ter teu corpo

como meu porto de abrigo,

minha almofada.

Que o teu corpo

seja o código secreto do meu.

Quero sentir-me preso

à vida,

a ti,

ao nosso tempo,

ao momento

e a toda a magia

que me envolve.

Agarra-me,

agarra-me bem,

com emoção,

e com o prazer de me ter.

Abraça-me bem,

com fervor,

altivez.

Abraça-me,

apenas mais uma vez,

faz-me pertencer a ti,

ao teu corpo.

Faz apenas

sentir preso.

ao teu corpo,

à tua vida.



By: Ricardo Farinha



In: 03-04-2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sinto...

Sinto-me envolto

num turbilhão.

Não sei quem sou,

sei quem vocês são.

Caminho pela praia

tentando encontrar explicações,

as mesmas,

aquelas.

Todas as que me fazem viver,

sobreviver de forma sombria

e a medo.

Orgulho-me do que tenho,

será que sim?

Não sei,

lutei e adquiri.

Ganhei,

perdi.

Sinto que nada sinto.

Sou feito de matéria,

da mesma da tua.

A essência,

o modulo molecular.

Sinto falta de ti,

de tudo,

por vezes julgo

que nada sou.

Mesmo não sendo muito,

sou algo.

Sou assim,

um ser.

Sinto-me fraco,

por vezes farto de lutar,

cansado,

ansioso pelo amanhã

que tarda em chegar.

Corro,

salto

e não vejo,

não sinto.

Olho as aguas cristalinas,

poluídas...

poluídas como a vida.

Faltam sorrisos,

olhares,

toques...

falta um pouco de tudo.

Hoje sou aquilo que não fui...

Amanhã não sei.

Se existo...

Sinto.





By: Ricardo Farinha



In: 01-04-2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Vazio

Sinto um vazio.

Algo que me consome

por dentro.

Sinto-me desfeito,

com peito aberto.

A pele seca,

sedenta

de suor,

de calor,

afecto,

do teu cheiro.

Preciso do teu sorriso,

do teu tempo,

para me perder

por um momento

e depois outro.

Aqui e ali,

onde quiseres,

para onde fores.

Um vazio

repleto de sonhos,

de medos,

medonhos

que me transcendem,

que me alimentam,

que me fazem lutar,

para completar,

preencher

este meu espaço,

vazio,

sóbrio de ti.


By: Ricardo Farinha

In: 13-02-2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Quem sou eu?!

Quem sou?

o que vês?

que sentes?

não lês?

Então não Inventes.

Venho de longe,

para aqui,

do principio

do fim.

Tento não fugir,

algo me persegue ,

Sinto,

não vejo,

ou tento não ver.

Que pensas?

Sabes quem sou?

Por onde ando,

e com quem vou?Chama-me,

quero-te ouvir.

Olha-me,

diz o que queres,

Sorri,

não mintas.

Diz-me quem sou,

peço-te,

ando perdido.

Diz-me,

Diz-me só uma vez.





By: Ricardo Farinha



In: 12-02-2011

Leito

Naquele leito,

confortável

e quente,

que espera todas

as noites pelo meu corpo.

Aquele mesmo,

o meu porto de abrigo,

o abraço preciso.

Faço da almofada,

o teu ombro,

o teu peito.

Aquele mesmo leito,

que por vezes

imerge

e anseia também

por um novo corpo

para o agarrar sem desdém.

Sentir aquele ranger orgásmico,

cheio de vida e prazer.

Aquele leito,

que ensopa as minhas lágrimas,

aquele que sabe todas as minhas  histórias

e me aceita todas as noites.

Aquele mesmo,

o tal,

o meu,

quem sabe um dia

também...

Teu.





By: Ricardo Farinha



In: 12-02-2011



Inspiração a partir desta bela música :)



http://www.youtube.com/watch?v=tHVTaE3mmuM

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Rumo

Aquele caminho

por onde vais

e que eu quero tanto seguir.

Ver-te caminhar,

perseguir,

sentir o cheiro.

Caminhar lado a lado,

Ultrapassar obstáculos.

Viver,

sentir.

Aproveitar,

vivendo,

sobrevivendo,

respirar....

Fazer de pedras

mais um degrau.

Sentir o toque,

do corpo,

do beijo.

O rumo,

as aguas passadas,

a folha que voa

ao sabor do vento.

O tempo,

o frio,

o calor do teu corpo.

A fragilidade

com que vencemos,

a astúcia

e a serenidade

com que enfrentamos

as vicissitudes da vida.

Das teorias,

ás ideologias,

ao que te dou,

ao que me dás,

tudo é relativo,

torna-nos altivos.

Rumar sem rumo.





By: Ricardo Farinha



In: 10-02-2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Amigo

Amigo

é todo aquele

que te espera,

que te quer ver sorrir,

que te ampara as lágrimas.

Aquele que te faz chorar com uma verdade.

Aquele que sente,

pressente.

Amigo é aquele

que ama de forma intemporal.

Amigo,

desconfia,

sente falta,

enaltece-te.

Chora

e ri contigo.

Amigo...

amigo é assim,

partilha,

amigo paga conta.

Amigo critica,

olha nos olhos,

dá sem querer retribuição.

Amigo toca-te sem sentir,

não recusa

um pedido de ajuda.

Amigo compreende,

estimula,

não se resigna,

luta,

procura respostas.

Amigo espera,

anseia,

sente orgulho.

Amigo é apenas

AMIGO.

****************

By: Ricardo Farinha


in:09-02-2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ser Pobre

Ser Pobre..

é sorrir com as dificuldades,

olhar de forma fixa

e altiva,

interessada.

Ser pobre,

é ser verdadeiro,

e diferente do rico.

Ser Pobre,

é enfrentar,

conquistar,

Ser pobre

é roubar para comer.

Ser pobre,

é ser descriminado.

olhado de lado.

Ser pobre é respirar,

sobreviver

com as vicissitudes da vida.

Ser pobre,

é saber receber

e dar

o pouco que tem.

Ser pobre,

é conquistar

sem pisar.

Ser pobre,

é apenas ser....

Pobre.



By: Ricardo Farinha


in: 03-02-2011

Abraça-me

Abraça-me simplesmente,

de forma livre.

Abraça-me apenas,

com força,

com intenção,

orgulho

e a vontade

de me ver feliz.

Abraça,

chega mais perto.

Contigo longe,

o meu mar

parece um deserto.

Não me deixes fugir,

abraça-me...

Abraça-me

num abraço interminável.

sufoca-me,

"destrói-me",

chama-me à razão,

mas abraça-me.

Torna-te cúmplice

do meu corpo.

Puxa-me para ti,

não te descoles,

envolve-te em mim.

Sorri,

que também sorrio para ti,

mas sobretudo,

ABRAÇA-ME





By: Ricardo Farinha



In: 03-02-2011

Diferente

Por vezes não sei quem sou,
por onde ando,
nem para onde quero ir.
Sou apenas aquilo que sou.
E tu?
Sabes quem és?
Para onde vais?
e de onde vieste?
Existem perguntas
que para as quais não encontramos
as respectivas respostas.
De forma insanável,
inofensiva,
mas intencionada
sê apenas quem és,
não o que os outro querem
ou idealizam sobre ti
Não Desistas,
com derrotas,
vences.
Nunca subestimes,
nunca olhes o futuro,
vive o presente
com as raízes do passado.
Que sejas altiva,
serena,
cheia de vida,
amizades,
sorrisos
e momentos de pura loucura.
Que sejas assim,
Diferente.







By: Ricardo Farinha

In: 02-02-2011



para a minha mana só por dizer que gosta do irmão eheheh

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Um dia

Hoje é um dia,
apenas mais um.
Sinto-me,
assim,
fraco.
Que as palavras soltas,
as que foram levadas com o vento,
aquelas,
as do tal sentimento.
Os pensamentos,
os motivos,
aqueles belos momentos.
A glória,
o sorriso,
aquele sabor de vitória.
Anseio aquele abraço,
inofensivo,
ternurento,
forte,
envolvente.
Olho ao espelho,
e vejo-me por ali
a divagar
naquele silencio ensurdecedor.
olho mais uma vez,
vejo-te a ti,
Ali,
aqui.
Eu sento,
tu sentas,
eu sorrio,
tu abraças,
beijas.
Envolves meu corpo,
em teus braços,
longos,
mas esguios.
Aperta,
aperta mais um pouco,
quero sufocar,
está a saber-me a pouco.
Adormeço,
balbucio.
Sorrio,
que conforto,
terno,
meigo,
nada exuberante.
Sussurras-me ao ouvido,
não compreendo,
estou " inconsciente",
envolvido em ti.


By: Ricardo Farinha
in: 31-01-2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

Gostar

É olhar,

estar presente

mesmo ausente.

É tocar sem sentir.

É dar sem receber.

É compreender.

É sorrir.

É apoiar.

É dar afecto,

amar,

ter o mesmo dialecto.

Gostar

é apenas

gostar.

Gostar de mim,

gostar de ti.

É sonhar,

é decidir,

é acordar,

é "mentir".

Eu gosto,

e tu

gostas?



by: Ricardo Farinha

In: 14-01-2011

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Saudade

Hoje persisto
imóvel
perante uma foto tua.
Olho-a,
toco-a,
sinto-lhe o cheiro.
Sinto o corpo,
fraco,
sedento do teu.
Coração
entra em colapso,
os olhos
ficam cegos,
e eu num sufoco
com um beijo teu.
Quero um aperto,
um abraço
num regaço.
Quero teu corpo,
colado ao meu,
formando um só.
Unidos pelo
calor da paixão
e a intensidade
daquele sentimento.
A verdade,
momentânea
e nós
ali deitados naquele chão,
compacto
e frio,
num espaço
amplo,
mas vazio,
cheio de nós.
Creio
que a crença
e a ideologia
de um só corpo
completa o que falta
no outro.
Num tempo perdido,
já morto,
onde o tempo
e o sonho
ajuda a saciar
o desejo
de quando não tenho teu corpo
para possuir,
naquele
chão,
amplo
e frio.



By: Ricardo
In: 14-12-2010

A busca

Aqui,
ali,
onde te procuro
e não te encontro.
Hoje,
ontem,
amanhã
e depois.
Olho o céu
a ver se te vejo,
penso que ele é meu,
quando na verdade
é todo teu.
Vejo o simbolismo
das estrelas.
Aquelas,
as brilhantes,
que brilham
como teus olhos,
diamantes.
Aqui onde busco,
onde não encontro.
Porque te ofuscas tanto?
Quero-te olhar,
quero o teu toque,
sonhar,
dançar ao ritmo desse teu rock.
Não fujas,
não mintas,
não te escondas,
quero que sintas
aquilo,
o de ontem,
porque hoje
quero que chegue
o amanhã.
Onde estais?
quero seguir-te.
Para onde vais?
Não encontro o procuro,
mas sinto o que quero encontrar.


by: Ricardo

in: 09-12-2010

Sonhando

Rola uma lágrima.
Ouve-se um choro,
sente-se um cheiro.
Descubro-te,
envolvo-te.
Seco a lágrima,
Vem um sorriso,
uma troca de olhares,
um beijo,
uma cama,
uma noite,
um desejo,
um prazer,
um sonho.
Um dia,
um despertar,
um passeio
e outra troca de olhares,
outro sorriso,
outro beijo.
Envolvo-te,
digo-te Adeus,
rola outra Lágrima.
By : Ricardo Farinha
In: 08-12-2010

razões

Há razões,
complexamente simples.
É ter-te
e não te poder tocar.
É sentir
e não te poder beijar.
É tocar-te
somente com palavras.
Cada traço teu
uma identificação.
Uma virtude,
um defeito,
um silêncio
que permanece
imune à distância
e a essa tua fragrância
activa e dissimulada
numa leve brisa
que te traz até mim.
Não sei o que sinto,
ai que frenesim
que me tira o sono
e me dá alento.
As palavras
por ti proferidas
são como notas
de uma música
com tons suaves
e manipuladores,
que desorientam
e contagiam
como esse teu sorriso
que enaltece
a quem passe.
Tu que vagueias,
e emerges.
Tu que dás tanto de ti,
tu que me olhas
e me sorris.
Tu que brilhas,
que deixas tanto em mim.
Cada milímetro de pele,
tanto de ti.
No meio desse silêncio ensurdecedor
cambaleia,
o desespero?
a dor?
a ânsia?
o amor?


By: Ricardo
In: 05-12-2010

Sensação

Toca-me.
Deixa o teu odor em mim.
Sussurra-me,
conta-me os teus segredos,
os teus medos.
Revolta-te,
inspira-te em mim.
Cria em ti
os teus ideais.
Olha-te,
imagina-te
perante o principio do fim.
Senta,
enaltece o teu ser.
Saboreia,
saliva o meu beijo,
torna-o único,
teu.
Abraça-me
com o teu abraço,
forte,
fugaz,
mas intenso,
sentido.
Fá-lo ser meu.
Sonha,
faz-me sonhar.
Acredita.
Revela-te,
Solta-te.
Empolga-te
Vive.


by: Ricardo
In: 01-12-2010

Complexidade

Depois de ontem
e antes de amanhã
vagueio de forma imaginativa
pela minha imaginação.
De forma sentimentalista.
Sinto
aquele sentimento
sentido.
A vida por vezes
é de uma complexidade
tão complexa
que causa uma impressão
impressionante.
É uma relatividade
tão relativa
que por vezes no deixa perplexos.
É uma teoria
muito teórica
e cheia
simbolismo
que nos invade
e evade.
Embeleza-nos
de forma bela
e sensacionalista.
Olhando-te,
fitando-te,
mirando-te
de forma terna e meiga.
Suspirando...
ufff...


By: Ricardo
In: 08-11-2010

Sonho

Acordei
e sentei-me.
Debrucei-me sobre mim mesmo.
Envolvi-me
num abraço apertado
e intenso,
até sentir os ossos a ranger de satisfação.
Levantei e olhei-me ao espelho.
Senti que algo tinha mudado,
algo diferente.
Tão diferente
que nem me apercebi
qual a diferença.
Sentia-me sóbrio,
cansado,
velho.
Fisicamente nada aparentava,
sentimentalmente,
talvez.
Talvez esteja vivo neste mundo hediondo.
Vivo?!
Sobrevivendo,
respirando,
ou plo menos a tentar.
Por vezes sinto-me
uma pessoa de outro mundo,
sem ideologias,
mesmo seguindo o meus princípios
e os meus ideais.
Por momentos
tudo parece tão real,
tão simples.
Assim do nada,
De repente,
sinto-me ofegante
e com palpitações.
Acordo sento-me,
debruço-me
e vejo que tudo não passou de um sonho.
Sonhar é viver,
amar,
é sentir.


BY: Ricardo
In: 08-11-2010

Assim desse jeito

Sou assim por que sou.
Porque me quero assim,
porque me fazem ser assim,
porque merecem.
Sou verdadeiro..
Magoo por ser assim?
É porque quero o vosso bem...
Minto?
às vezes.
Sofro?
Outras tantas.
Choro?
Muito raramente.
Penso só em mim?
Mentira.
Olho-te nos olhos?
Se me olhares também.
Se me sorrirem?
Derreto.
Se me cativarem?
Têm quase tudo de mim...
Se sou frio?
Algo se passa...
Se me convidam?
Nem sempre aceito.
Sou Feliz?
À minha maneira.
Gosto de ti?
Tempo ganho.
Se te amo?
É porque me conquistaste.
Se te aceito?
Porque ganhaste o teu espaço.
mas acima de tudo...
Porque te escolho para AMIGO????
Não por interesse.
Amigo?
Todo aquele que está junto em todos os bons e maus momentos.
E tu?
Que pensas?

Aqui um breve momento de uma inspiração momentânea.

A todos os meus AMIGOS...


by: Ricardo
in: 04-11-2010

Encontros desencontrados

Por vezes sou aquilo,
aquilo que os outros
querem que seu seja.
Por momentos
não sei quem sou.
Quase me apago,
fico insensível,
frio,
omnipresente.
Sinto-me revoltado,
envolto num turbilhão
de sentimentos,
sentidos.
Algo assim,
Assim sem lógica.
Por vezes
olho-me ao espelho
e não me encontro.
Sinto-me invisível,
ausente,
mas presente.
Ofegante por não te olhar,
apenas ofegante.
Ofegante por não te sentir,
Ofegante...
Ofegante por não te ver sorrir,
mas Ofegante.
Sentir,
de forma sentida
esse sentimento
e ficar com a sensação
de uma justa injustiça.
Hoje,
ontem
e amanhã
serei sempre eu.
Aquele que não é
como muitos desejariam
que fosse.



By: Ricardo
in:27-10-2010

A vida

A vida é assim,
Assim para viver
de forma vivida,
sofrida.
A vida é assim,
Assim para sobreviver.
A vida...
...A vida torna-se por vezes
assim,
repetitiva como as palavras
que aqui escrevo.
O olhar,
um sorriso,
um toque...
Tudo é repetitivo.
Vida são momentos,
intensos,
marcantes.
São apenas momentos.
Vida são conquistas,
derrotas.
A vida....
a vida assim não teria valor,
seria rotineira,
sem razão para fazer mais.
Vida...
apenas a vida que embeleza
cada pedaço de pele.
Respirar, amar, conhecer...
tudo é vida.
Vida não é apenas o nascer,
vida é aprender a "morrer".
É seguir o caminho,
é tomar decisões,
mas acima de tudo é saber aceitar.
Vida é vida.
É saber.
Vida é assim...
VIVER INTENSAMENTE


by: Ricardo

in: 10-08-2010